O fim da Nintendo Power e seu mercado

Foi com imensa tristeza que hoje eu abri o twitter e notei que a saudosa Nintendo Power será cancelada nos Estados Unidos. Um das maiores marcas, senão a maior (na minha opinião), do mercado de revistas de joguinhos indo para o poço, seguindo o caminho de outras revistas, como a GamePro, que já encerraram seus serviços devido as poucas vendas e a rivalidade com um jornalismo mais rápido e fácil, o da internet. Porém, parece que não é só esse motivo que ocasionou a decisão.

Segundo o portal ARSTECHNICA, a própria Nintendo não teve interesse em renovar o pacote, mesmo eles possuindo 475 mil leitos mensais. Também foram oferecidas opções para o mercado digital, porém a Nintendo não quis. Parece que alguns problemas internos atrapalharam, fontes apontavam que a Nintendo tinha dificuldades em trabalhar com a publisher (Future Publishing). Não se sabe ainda em que edição o contrato acaba e já foi prometido uma bela surpresa para todos nos últimos volumes.

Primeira Nintendo Power da história.

A Nintendo Power é reconhecida mundialmente. Sem contar que era a primeira grande ferramenta de divulgação de novos títulos e novas informações que a Nintendo utilizava. Plataforma de jogos, datas de lançamentos e outras coisas relacionadas várias vezes pipocavam na revista antes de serem divulgadas oficialmente por algum membro da Big N. Sem contar no trabalho histórico de restauração de seus antigos títulos para novas gerações em forma de literatura. Anos e anos de excelência de material.

Esse é o perfil de várias revistas hoje em dia no mercado. Vários se renderam ao comércio digital para se livrar das poucas vendas, como a EDGE. Esta que já teve um publicação aqui no Brasil, que era excelente, mas foi cancelada após um curto período de tempo. Eu era assinante, inclusive, e foi uma grande perda. Hoje sou assinante da estrangeira de forma digital. A questão é: será que as vendas digitais vão realmente re-estabilizar estas revistas ou vão só dar uma sobrevida de alguns anos ?

Obter informação hoje em dia, online, é realmente muito fácil. E os portais vão se especializando cada vez mais e trazendo alguns profissionais que trabalhavam, ou teriam potencial de trabalhar, nessas revistas. Kotaku, por exemplo, abriu até filial no Brasil. IGN e Gamespot já são portais mais do que consagrados. Fora a galera que faz um trabalho de imenso respeito em seus blogs pessoais, por exemplo. De notícias a artigos, tudo está presente online.

EDGE

As revistas tentam se inovar para trazer público novo, porém o seu grande mercado é de gente que já as acompanhava quando eram mais novos. O apreço pelo material para muitos (eu) é gigante. Porém isso está se perdendo e elas começam a rumar para a internet. Algumas já destinam toda uma parte criativa para escrever no seu website, como a própria EDGE, que não dificilmente, solta um artigo digno de revista no website. Outra alternativa é correr para o mercado digital, que está em alta ultimamente. No site da ZINIO, que é uma agregadora de revistas digitais, existem várias publicações disponíveis para assinatura. EDGE, Nintendo Gamer, PCGamer e outros grandes títulos estão disponíveis por lá. O software é muito bom e a leitura é excelente.

Num futuro próximo as revistas online devem começar a se ligar inteiramente a internet, como já acontece com algumas publicações no iPad. Vídeos direto da revista, páginas da web que se abrem com um clicar e uma experiência mais elaborada, com gifs, por exemplo. Se o caminho for esse, creio que as revistas podem ter uma bela sobrevida, desde que mantenha as boas pessoas escrevendo para elas.

O que me ganha em revistas são os artigos, que alguns portais da internet ainda não sabem aproveitar. Opiniões e uma visão diferenciada da indústria são sempre bem vindas quando bem feitas. A EDGE tem muito disso, inclusiva a brasileira quando era publicada, diferente de algumas outras publicações que se resumem a dicas e detonados, com nada a acrescentar.

A Nintendo Power encerrará seus trabalhos e deixará muitos fãs carentes. A internet continua firme e forte, com bons portais, mas muitos bem forçados. As revistas ainda são bons agregadores de conteúdo. Infelizmente parece que estamos cada vez mais próximo do fim físico delas, no mínimo.

O fim das coleções ?

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