Impressões sobre Devil May Cry ‘reboot’

Novos material do ‘remake’ de Devil May Cry foram liberados nesta E3 de 2012. Muito deles em relação a sua jogabilidade, com vídeos de gameplay tanto em fase como contra boss. E, surpreendentemente, eu gostei do pouco do que vi.

Eu nunca gostei de Devil May Cry. Eu tentei realmente gostar, finalizei o 1, finalizei o 3, finalizei o 4. O 2 eu pulei por ter desgostado fortemente do 1. No 3 deu uma chance mas não rolou. O 4 retomei pra ver se ia rolar o clima entre nós quando eu estava com o 360, mas até o esquema de achievements dele me chateou. E olha que eu gostei do Nero, da interação dele com o Dante e etc. O lance é: eu nunca gostei do Dante.

Eu concordo que a abertura de Devil May Cry 3 é fantástica. Ele lá, marrento, comendo sua já tradicional pizza e metendo a peia nos monstros como se estivesse lidando com porra nenhuma. Então, é justamente isso que me distancia do Dante. Ele é muito ‘fodão’. Ele é tão ‘fodão’ que pra mim transpassa o limite que eu considero aceitável mentalmente para essa característica. Não entra na minha cabeça o cara tá comendo pizza, aparecer 5 monstros com foices do tamanho do Shaquille O’Neal, furarem ele e ele tá tipo: “foda-se, só ligo pra pizza”. Com o perdão da palavra, pra mim o Dante é um babaca.

Então, mesmo achando alguns setores do jogo divertidos, o rankeamento de combos bem bacana e até os próprios combos e o modo de alternar de armas brancas para armas de fogo legais, o Dante me incomodava. O cara metido a fodalhão e com pode em todo segundo do jogo me incomodava. De certa maneira, minha imersão acabava ficando nula. Eu sempre me pegava jogando por jogar, só pra finalizar e colocar isso numa lista mental de coisas que eu já fiz.

Anos depois Devil May Cry voltou a ser notícia com um reboot. Dante ia ganhar toda uma repaginada de visual. Eu também não gostei. Mas fiquei de olho. Talvez maneirassem um pouco no blábláblá do antigo e fizessem um personagem mais crível em sua personalidade. Aliás, isso ainda é uma incógnita, já que se trata do próprio Dante, só que jovem. Então, o que eu estou elogiando aqui, pode acabar se tornando nada e acabar com minha imersão se o cara foi um total old-Dante alike. Mas eu acho que não. Algumas frases de efeito se mantém, mas ele soa um personagem mais equilibrado, apesar de total aparência de junkie. Parece ser o Dante antes da fama.

A primeira coisa a se chamar atenção é algo extremamente normal. A evolução gráfica. A movimentação do personagem está bem mais fluida que no 4, que é o que irei comprar neste quesito. Nos combos às vezes parece que ele vai perder equilíbrio ou tá girando todo seu corpo pra fazer o movimento da espada, dando uma sensação de peso do equipamento. Isso, na minha opinião, é essencial. Eu gosto de ver que o equipamento do personagem pesa. Uma espada do tamanho dele tem que gerar um peso e isso refletir na movimentação ofensiva. O mesmo vale para os inimigos. Ah, e eu gostei dos poucos combos desse vídeo.

Por falar em combos, o rankeamento deles continua. Não dá pra saber bem como ele vai funcionar e quais os parâmetros para evoluir a nota, se vai ter alguma novidade ou algo assim, já que o personagem, na demo, encara poucos adversários por vez e o próprio jogador, por ser a primeira vez que joga, não está habituado com a movimentação do personagem, apesar de aparentar ser parecida com a dos jogos anteriores da franquia.

O salto do personagem ainda me incomoda, apesar de eu entender a sua função no game. Assim, pra minimizar meu desgosto com eles, não precisa deixar de pular 10 metros e ganhar asinhas. Tudo bem, eu entendo seus razões para ter esses poderes. Mas cara, por que não gerar algum impacto quando o personagem desce ? 10 metros de pulo ! E tudo que ele faz é curvar o corpo. Nem que seja uma rachadura pequena no chão, um som mais convincente, ou até mesmo uma tremidinha de leve na tela, pra dar aquela enganada. Eu aceitaria…

O jogo também parece adquirir um ar mais sombrio, mais adulto, mas numa medida interessante, que me faz acreditar que tô mexendo com algo fora do normal, não só me mostrando aqueles monstros bizarros. A partir de 2:24 do vídeo acima isso fica claro. A cidade se modelando pela força de um ser mais poderoso. Claro que o fato da evolução gráfica ajuda, mas eu sentia falta dessas ideias nos outros. Não comprava muito a ideia do paranormal com só aqueles mamulengos correndo atrás de mim. O ambiente é interessante. Algo que tinha em alguns setores de Bayonetta, por exemplo, que o jogo focava em você se mover por locais com espíritos e afins, para te jogar dentro de certos setores da história.

Neste vídeo temos um longo gameplay de batalha com um dos bosses do game. Aqui dá pra saber um pouco mais sobre o personagem. Aparentemente, ele é ainda é um babaca em desenvolvimento e tem uma conversa com o monstro, que ele faz uma daquelas caretinhas de “ha, você vai se foder”. Mas ainda me parece um tava menos preocupado com isso e mais preocupado em dar uma surra na criatura.

Os bosses aparentemente irão se manter no velho estilo de hack n’ slash, batalhas um pouco demoradas que você necessita se mover bem pelo cenário disponível. No caso, usar o ‘chicote’, ou algo do tipo, para pular entre as plataformas quando a criatura vomita. Parece interessante. Mas o mais legal deste vídeo é poder entender mais sobre duas coisas.

O rankeamento de combos é mais evidente aqui. E a participação de ‘ataques especiais’ de parar a câmera contam nos pontos. Parece ser bem tradicional, sem muito a acrescentar, vai ser mais para conquistar algum(ns) achievement(s) ou praqueles jogadores mais entusiastas se divertiram por mais tempo na aventura.

Outra é de como funciona essa espécia de ‘turbo mode’ do personagem, que fica na barrinha abaixo do life que é preenchida com a força de seus combos e ataques no inimigo. O interessante é que, quando ativado, você bate no inimigo e recupera uma parte de seu life equivalente ao dano causado. Será o fim das pedrinhas com caretas ? Eu nunca entendi elas mesmo…

O DMC novo pretende dar um novo gás para a série com um Dante jovem, ainda metido a besta, mas nem tanto. Um personagem um pouco mais equilibrado e com um visual bem diferente. E até agora sem comer pizza, se bem que isso vai aparecer em algum momento do jogo, sem dúvidas.

O jogo pretende se renovar, fugir da mesmice e do ponto de conforto que a franquia estava até o 4 e buscar novos horizontes e desafios, o que é, no mínimo, válido. Não vejo motivos para os antigos fãs não darem ao mínimo uma chance para essa nova visão de mundo e até mesmo de personagem. E também acho que quem não é fã, pode acabar se divertindo e mudando a ideia sobre o que acha da franquia, caso o trabalho seja realmente bem feito.

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