Distribuição Digital: último suspiro para vários mercados ?

Aproveitando a bem aceitação do último post, resolvi montar este aqui. Tem a ver um pouco com o último assunto abordado no blog, vamos lá.

Todo mundo aqui sabe da crise da indústria fonográfica que já se arrasta por anos. Com o advento da internet e da mp3, todo mundo hoje em dia tem um acesso facilitado do última sucesso da Rihanna até um cântico celta perdido. O mundo inteiro resolveu compartilhar os seus aquivos, os seus CDs. Sem contar a pirataria. E não é só o mercado musical de CDs que sofre com isso. A indústria de filmes também. DVDs piratas estão por toda a parte, filmes para download nos mais diversos formatos também. O que ainda salva essa última é que o povo ainda gosta de comprar alguns filmes, a nova mídia blu-ray tá chamando muita gente e os colecionadores estão aí para segurar o mercado, se os vendedores ajudarem obviamente.

Buscando alternativas para uma sobrevida no mercado, surgiu a idéia de distribuição digital. O mais conhecido e que realmente tem os contratos corretos com a indústria é o iTunes. Pertecente a Apple é um verdadeiro SUCESSO em questão de distribuição digital. Músicas, filmes, seriados, etc. Milhares de compradores, zilhões de músicas vendidas.

Outras iniciativas anteriores só criaram mais problemas, como o Napster, que gerou uma verdadeira guerra judicial contra a indústria fonográfica. Já o iTunes é todo de acordo com a indústria, com os artista. E é bem aberto, você pode botar sua música lá, se não me falha a memória. (me corrijam se eu estiver errado)

A indústria de home video decidiu distribuir cópias digitais legalizadas dos filmes junto com os DVDs e Blu-Rays. Às vezes é um código que vem junto com tua compra, você vai no site e baixa o filme. Outra vem num CD/DVD junto e você passa pro PC, iPod, aonde desejar. Também tem serviços como o NETFLIX e o HULU que tem a interface toda feita para distribuição digital de filmes e séries.

Até a indústria de games entrou nessa. Hoje em dia, video games da nova geração tem suas lojas online onde vendem jogos arcades e até jogos normais de console por download. Há serviços como o STEAM que tem uma interface totalmente focalizada na distruibuição digital. Bote o jogo no carrinho, pague com cartão/paypal, faça o download e jogue.

Tudo isso pra tentar amenizar o rombo feito por nós usuários e que em algumas ocasiões, temos razão. É complicado comprar um cd por 40, 50 reais. É complicado comprar um blu-ray por 80, 90 reais. Esse novo tipo de distribuição deixa o processo bem mais barato. Não há o custo de produção do material, por exemplo. Você paga geralmente 2 dólares numa música, em torno deste preço. Sem contar que é imediato, fácil, sem dificuldades.

Claro que eu e você que está lendo adora ter o produto em mãos. É bonito. Fica bonito na nossa estante. E o objetivo da distribuição digital não é acabar com os produtos de caixinha, mas diminuir a perda e evitar falência de empresas, como da Virgin Records que teve que se fundir com a Capitol.

Eu sou colecionador de DVDs e Blu-rays. Amo ter meus filmes favoritos aqui na minha estante. Uma grande parte dos meus títulos são importados (pô, um blu-ray lá fora é 10 dólares, aqui a 60 reais !).  E pra mim, eu sempre quero manter isso. Não tem download que supere ver o filme no cinema e que supere ter o filme na tua estante.

E os senhores ? O que acham da distribuição digital ? Que vem pra ficar, todos nós já confirmamos, mas será que vai conseguir equilibra o comércio ? A pirataria tem chances de morrer ?

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4 Comentários

  1. Acabei fechando sem querer a aba com o comentário.
    Resumindo, pirataria não vai parar. Distribuição digital tá longe de ser unanimidade.
    E apesar que nossa lei de direitos autorais ter mudado recentemente, já que até pouco tempo atrás copiar seu CD para computador era crime.

    Responder
  2. Cara, antes de tudo, bem-vindo ao Blogs de Quinta.
    Bem interessante o post, e li os outros dois anteriores também.
    Quanto aos livros digitais, a questão que mais me preocupa – ou me preocupava – é sobre ler o texto literário naquelas maquininhas. Acho que um texto artístico exige um contato maior e direto. Mas pensando bem, depois concluí que esses e-readers não vão ser problema quanto a isso, afinal a sensibilidade, o apego, o gosto tá na gente e não no objeto, e a gente pode transferir tudo isso pra qualquer coisa, é só questão de tempo.

    e sobrte a distribuição digital, parece ser bem benéfico para as empresas e uma boa adaptação pros tempos de hoje. agora num sei se, nesse campo da música haja0 tanta resitência quanto com os livros.

    valeu.

    Responder
  1. Distribuição Digital: O fim do coleccionismo?

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